bycicle illusion

Bycicle Illusion I

Hollywood está propagandeando o lançamento de seu novo filme: Premium Rush.

Se trata de um filme de ação que tem como cenário o trânsito de Nova York, e como protagonistas e heróis os bike messengers e suas fixas. Pelo que entendi da trama não muito original, o rapaz (interpretado por um cara que está em A Origem) tem que levar uma encomenda em x minutos para o ponto tal. Ele não sabe o que está no envelope. Acontece que é algo muito valioso e vários mafiosos motorizados e a polícia agora estão atrás dele para pegar o envelope.
Os bike messengers fixeiros do filme são o estereótipo quase completo. Bolsa de bike messenger, usando a corrente como cinto, calça justa, etc. Pro protagonista só faltou o bigode, mas acho que não ia pegar bem pra um galã de hollywood (com excessão do Johnny Depp)

A estréia do filme está prevista para março do ano que vem, mas parte da comunidade ciclística e fixeira (que muitas vezes parecem coisas diferentes) está já em alvoroço, aguardando ansiosamente a estreia do candidato a blockbuster hollywoodiano.

E aí, depois do sucesso total, por alguns meses as ruas serão invadidas por ciclistas de fixas com guidão bullhorn sem freio – como o protagonista deixa claro, empresas de bike courriers, algumas imprudências e excessos de velocidade – da parte dos ciclistas, atropelamentos (no trailer do filme rolam uns 4).

Aí passados outros meses, a moda passa, lançam um filme de ação sobre jogadores de xadrez, todo mundo guarda a bicicleta no armário e desenterra aquele tabuleiro que ganhou do avô no natal de 8 anos atrás.

A vida imita a arte. e Hollywood não perdoa.

O trailer pode ser visto aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Pn6ie1zCkZU

Bycicle Illusion II

texto enviado pelo Cristiano Requião à lista da Bicicletada do Rio sobre as agora muito famosas bicicletas elétricas. sobre como seu fator “não-poluente” é uma grande farsa pra gringo ver e classe média preguiçosa de pedalar comprar e achar que está salvando o meio ambiente.

Fonte: http://www.globalgarbage.org/blog/

Muita gente acredita que o uso da eletricidade para o transporte urbano seria a solução contra a poluição. Ledo engano. É uma ótima alternativa quando se trata de transporte de massa, como metrô. Neste caso, a energia utilizada vem pela rede e não depende de acumuladores ou baterias. 

Sempre soube e nunca discordei que automóveis elétricos – e agora bicicletas, triciclos etc., são muito mais poluentes do que os equipados com motores à explosão. A primeira forma de poluição que vem à cabeça quando pensamos em veículos urbanos é a do ar. Com toda razão, é absurda. Poucos se dão conta, no entanto, que a poluição automotiva começa na fabricação, passa pela sua utilização (combustível/energia) e continua até o descarte.

Com os veículos elétricos a poluição não é aparente. Não são gases que eles emitem. Neste caso ela está embutida principalmente nos processos de fabricação e descarte, mais notadamente de suas baterias. Os acumuladores são basicamente de dois tipos: metal-hidreto e chumbo ácido, ambos com metais extremamente agressivos ao meio ambiente. Existem ainda os de lítio – com uma capacidade de carga e durabilidade maiores, mas extremamente tóxicos. E não existe “reciclagem” de pilhas e baterias. O percentual de reutilização destes materiais é insignificante, porque a energia elétrica provoca transformações químicas que os reduzem. E emitem gases e vapores tóxicos durante a fabricação e descarte. E estes resíduos acabam inexoravelmente nos lixões comprometendo os lençóis freáticos. 

Como o assunto é bicicleta, mandei uma mensagem a um fabricante perguntando qual o tempo médio de vida útil das baterias e a resposta foi um ano. Isso quer dizer que, a cada ano, uma bicicleta elétrica descarta uma ou mais baterias que são compostas (neste caso) de plástico e metais tóxicos como chumbo e zinco além de ácido sulfúrico.

Estes componentes perfazem 4Kg a 6Kg por bateria. Se multiplicássemos isso pelo número de bicicletas elétricas teríamos o volume de baterias descartadas a cada ano. Isto sem considerarmos que a energia consumida sairia das tomadas, sobrecarregando ainda mais o sistema elétrico de distribuição. A principal argumentação dos fabricantes e usuários é que não poluem o ar e o custo por quilômetro é baixo. O que eles não consideram é o custo ambiental, que é altíssimo.

E justamente a bicicleta, que é o veículo de maior rendimento – quando pedalado… E pedalar uma bicicleta não significa somente poupar energia. É um hábito saudável, preocupação nem sempre presente na cabeça daqueles que pensam primeiro na “lei do menor esforço”. Isto é, todas as vantagens que ela proporciona como veículo leve, de tração humana (não poluente), que independe de qualquer fonte de energia artificial, passa a ser um simulacro daquilo que ela se contrapõe.


A “máquina” de sorvete caseira.

Fiz mó propaganda, agora todxs estão achando que construí um mega dispositivo. Mas a parada é muito mais simples do que parece.

Uma máquina de fazer sorvete se constitui de um recipiente onde a massa do sorvete fica dentro, sendo mexida em baixa velocidade, ao mesmo tempo em que congela. É isso que garante a cremosidade do sorvete. Ele não empedra como gelo porque é areado enquanto gela.
As máquinas profissionais são auto-congelantes. Elas fazem a função de refrigeração.
Algumas caseiras mais caras são assim. Outras, mais simples, tem um pote que você leva vazio ao congelador. Ele tem na sua parede externa uma camada de líquido congelante. Aí você coloca no freezer ou congelador até ficar congelado, tira, joga a massa de sorvete no meio, e coloca na máquina, que bate lentamente, e o sorvete adquire consistencia a partir do “tambor” congelado.

Então, como fazer isso em casa, sem ter que comprar uma máquina cara? Muito mais simples do que parece.

Pegue um pode grande, coloque dentro dele um menor, e jogue água com sal (fica tipo um banho maria), até cobrir toda a parede lateral do pote de dentro. Leva ao congelador (é conveniente colocar um peso dentro do pote central pra ele não boiar).
Quanto mais grosso for o pote externo, melhor. Quanto mais fino for o pote interno, melhor. E de materiais que transfiram bastante temperatura. Alumínio é ótimo!
Outro jeito é colocar um pote dentro do outro e preencher o espaço com gelo moído.

Aí você coloca no pote do meio a massa de sorvete, e bata com uma batedeira na velocidade mais lenta que tiver, até adquirir a consistencia de um milk shake. Coloca pra congelar um tempo. Se estiver congelando cremoso, no ponto, ótimo. Se não, tire antes de congelar por completo e bata mais.

O ideal seria usar algum motor bem mais lento que uma batedeira (acabo de receber de um amigo a sugestão de usar um motor de espremedor de frutas).

É só isso. A “máquina” de sorvete caseira nada mais é que uma adaptação de uns potes e uma batedeira que funcionam como uma máquina de sorvete caríssima da Kitchen Aid.

A massa que fiz pra testar esse mecanismo foi feita assim:
– 2 caixas de creme de soja
– 250 ml de leite de soja
– meia barra de chocolate meio amargo derretido
– açúcar a gosto
– uma pitada de emulsificante, que eu tinha aqui. mas acho que não faz falta nenhuma fazer sem.

Convém colocar pedacinhos de chocolate picado no final do processo, quando terminar de bater.

Lembre-se que outro fator que influencia na consistencia do sorvete é a gordura. Quanto mais gorduroso, mais cremoso. Por isso os industriais levam gordura hidrogenada. Se for muito aquoso, vai ficar tipo “gelinho”.

Simples assim. Aproveite.