Bicicletada Jardinária de Niterói

ontem passei o dia inteiro pedalando. e foi um dos dias mais fodas que tive nos últimos tempos.

saí de casa 6h, e fui encontrar o Marcos Nicolaiewsky e o Renato, para um passeio-treino. partimos do ponto de encontro de botafogo, e seguimos por R. Alice, Julio Otoni, Almirante Alexandrino, Sumaré, até sairmos no Alto da Boa Vista, e descemos pela Vista Chinesa. ótimo passeio, com direito a ataque de mosquitos, lagarto atropelado e macaco prego esperto pidão de comida.

e então voltei pra casa, tomei um banho rápido, larguei a velha speed e peguei a mtb que estou recauchutando, e me mandei pra Niterói, onte aconteceria a 1ª Bicletada Jardinária. a proposta: fazer uma bicicletada, parando em vários pontos para plantar mudas de plantas frutíferas, ornamentais e algumas espécies ameaçadas de extinção.

antes da bicicletada, dei um pulo na Amazonas Bike pra comprar uma buzina infernal pra minha mãe e um canote pra minha bici.

então parei na praça na frente das barcas, meio sem saber se ia rolar mesmo. vi um cara parado com uma bicicleta, e imaginei que fosse o começo da concentração, mas estava meio tímido e esperei aparecer mais gente pra ter certeza. confesso que rolou uma suspeita de que ia miar. estava marcado pras 14h. lá pelas 14:30 éramos 5 pessoas lá, e algumas mudas de plantas. então chegou um grupo de uns 6 ou 7 ciclistas que estavam vindo de algum passeio no Rio, e esticaram pra Niterói, pra participar da bicicletada. entre eles estava o Rômulo, que participou da última bicicletada aqui e tinha enviado recentemente pra lista um e-mail falando sobre seu plano de fazer em breve sua primeira viagem de bicicleta, e trocamos um papo sobre isso. também havia duas senhoras gêmeas com bicicletas totalmente idênticas, inclusive todos os apetrechos e luzes. era uma informação visual um tanto curiosa!

a concentração foi inflando, e quando iniciamos a pedalada, lá pelas 15:20 (imagino que fosse por aí), a Bicicletada tinha uns 22 participantes. De início eu não conhecia ninguém, mas nos primeiros metros de pedalada chegou uma amiga que não esperava ver por lá. E também não demorou muito para que eu começasse a trocar umas idéias com o pessoal de lá. Fomos no sentido Cantareira, e alguns metros depois da saída, já fizemos a primeira parada, para transpor uma muda (não sei do que era), para um dos buracos previamente cavados num canteiro central da rua. aproveitei e comecei a distribuir pelo solo as sementes de abóbora orgânica que eu trazia comigo. dizem que abóbora cresce muito fácil, nasce até no lixo. então espalhei essas sementes por todo o percurso! se tudo der certo, em alguns meses o centro de niterói vai estar cheio de abóboras! a bicicletada continuou, deu a volta na praça da Cantareira, paramos lá para plantar mais algumas mudas, e seguimos em direção a Icaraí.

O clima da pedalada estava ótimo. A galera de lá me pareceu um grupo bastante coeso, um grupo de amigos que vem organizando a bicicletada e uma série de outras atividades ligadas tanto à mobilidade quanto a outras coisas. As mudas, por exemplo, vinham em parte de um projeto ambiental da uff, e outras haviam sido plantadas em casa mesmo, pelo pessoal.

Seguimos até Icaraí, percorrendo a orla da praia. Estavamos todxs cantando e gritando um bocado, e havia um megafone pra dar uma ajuda. No meio do percurso da praia um imbecil em seu carro muito veloz passou gritando “Vou fazer que nem o cara de Porto Alegre”. Vontade de passar com um tanque de guerra por cima do carro dele, tipo o prefeito lá da cidade da Lituânia.

Saímos de Icaraí, sempre parando para plantar as mudas e sementes de abóbora, e entramos numa rua estreita (e mais estreita ainda por causa dos carros, estacionados em ambos os lados!) e chique de Niterói. Era tipo uma Visconde de Pirajá, em Ipanema: lojas chiques e caras, vitrines cheias de luzes, galera super bem vestida e maquiada, carros importados. Como a rua era bem estreita, os gritos da bicicletada ecoavam muito (tipo a nossa saída pela Santa Luzia, aqui no Rio). Essa parte foi bem divertida. A rua estava muito cheia de “gente feliz” fazendo compras nos seus carros confortáveis e almoçando em restaurantes bacanas. A passagem da massa crítica causou um impacto bem interessante. Todxs olhavam meio “que legal” e meio “que porra é essa? bando de maluco!”. Como a rua era muito estreita, ditamos a velocidade por algum tempo. Nós SOMOS o trânsito. Plantamos as últimas mudas do percurso no jardim de um banco que estava fechado.

De lá voltamos para a orla, e paramos na praça do obelisco, onde, pelo que entendi, a bicicletada de Niterói costuma terminar. Aí rolou uma breve conversa de avaliação e para definir os próximos passos e atividades.

E aí ficam algumas informações importantes:
– nessa quinta-feira, dia 18, vai rolar o segundo cine-bici lá! A sessão é as 19:30, e vai passar o documentário Sociedade do Automóvel. na sequência vai rolar o debate. A sessão vai ser no espaço da ONG Niterói como vamos?, que fica na Cel. Tamarindo (acho que é isso, não tenho certeza). A Julia ficou de me passar um e-mail com as informações mais precisas

– o pessoal de Niterói está agilizando um ato nas barcas, no dia 31 desse mês, para exigir o cumprimento da liminar que proíbe a cobrança da taxa extra sobre as bicicletas! Elxs conseguiram apoio jurídico de uma advogada que vai estudar o caso, para ter certeza de que a cobrança realmente está em situação ilegal, e então chegar nas barcas com um grande grupo de ciclistas e exigir a passagem sem a cobrança da taxa! seria muito foda se nós, da bicicletada do Rio, conseguíssemos nos juntar a esse ato, e fazer a mesma coisa, na mesma hora, do lado de cá das barcas! Devo receber do pessoal de lá notícias sobre as questões do apoio jurídico, e podemos nós aqui pensar em uma reunião para agilizarmos isso!

– a bicicletada de Niterói não tem data fixa, mas todxs ficaram bastante felizes com essa Jardinada Bicicletária, e rola a proposta de realiza-la com certa periodicidade, tipo a cada 2 meses, e terminar a pedalada com um pic-nic!

Depois dessa ótima pedalada, fiquei por lá com a galera. Fomos pra casa da Thaís fazer um rango: pão com salada e um molho de beringela bem apimentado!
Foi um primeiro contato muito foda com essa galera da bicicletada de lá, me senti muito bem recebido, e quinta-feira farei o possível pra aparecer no cineclube!

Quanto a nós daqui do Rio, temos que estreitar esses laços, e planejar mais atividades conjuntas!!

Segue abaixo o cartaz dessa bicicletada, que eu achei muito lindo. Quem fez?!

Até a próxima. UM CARRO A MENOS.

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