2º dia da viagem.

Segue a segunda parte do relato. Agora vou dormir, e amanhã, nos intervalos entre desfazer os alforjes e limpar a bike, escrevo a 3ª parte, contando da tão esperada descida da Serra D’Água!

2º dia

Saí de Passa-Três perto das 6:30h. Como estava um pouco frio e com alguma neblina, coloquei uma roupa que deve ter me deixado com cara de super-herói ou personagem do Tron: calça e collant pretos (underwarms, muito bons pra pedalar), cinto refletor amarelo, capacete e óculos futurista de lentes laranjas. Segui pela estrada até Rio Claro. Foi um dos trechos mais bonitos e agradáveis da viagem, com clima ameno e descidas gostosas. Chegando em Rio Claro, entrei na cidade para calibrar melhor o pneu, mas a bomba do posto estava quebrada. Aproveitei para ir a uma farmácia comprar polvilho antisséptico (estava um tanto assado do dia anterior) e comer um pão. De lá segui viagem, mas perto das 10h da manhã tive um novo problema: o remendo feito na câmara soltou, e ela esvaziou (preciso aprender a fazer isso melhor). Troquei pela reserva, comprada em Piraí, e lá se foi mais 1h parado na beira da estrada. Pelo menos a técnica de colocar o pneu sem usar a espátula deu certo.

Venci as últimas subidas antes do meu destino, e na descida cruzei com um motociclista que tinha acabado de se acidentar. Ele estava subindo a estrada, e passou reto numa curva, atravessando a pista.. Por sorte o carro que vinha no sentido oposto parou a tempo, e ele só lascou um talho da palma da mão. Dei uma força pra ele, o kit de primeiros socorros da viagem tava bem a mão. Menos de 1km depois estava a entrada de Fazenda Santana, um bairro do distrito de Lídice, onde fica o sítio do Chico, amigo da minha mãe, onde passaria os próximos 2 dias. A estrada é de terra e bem castigada. Com a minha bici, uma speed mais velha do que eu, totalmente carregada, não deu pra pedalar, e tive que caminhar os 5,2 km empurrando a bike até chegar na casa. No caminho a bicicleta caiu e terminou de arrebentar meu firma pé, que até então tava quebrando um galhão. Comprei-o dois dias antes da viagem, e terei que fazer alguma gambiarra para conserta-lo pras próximas.

Cheguei na casa, descarreguei a magrela, tomei um banho, e voltei toda a estrada (dessa vez, sem carga, consegui pedalar boa parte do caminho) pra buscar a Duda, minha companheira, que chegava de ônibus. E aí caminhei com ela a estrada toda de novo.

Isso era domingo a tarde. Passamos os dois dias seguintes lá no sítio, tomando banho de rio, jogando baralho, falando besteira e comendo muito. Foi muito bom, um maravilhoso descanso de fim de férias que nós dois merecíamos. Na terça a noite fomos ao bar local para comer algo e acabamos conseguindo uma carona pra ela no dia seguinte cedo até o centro de Lídice. De lá ela pegaria o ônibus pra Angra e me esperaria por lá, de onde voltaríamos de ônibus para casa.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s