duas leituras obrigatórias

Ontem, por azar, dois professores faltaram, então saí super cedo da minha aula, que normalmente terminaria as 19h.

Então lembrei que às 17h ia rolar um bate-papo sobre uma experiência de uma cicloviagem solitária de mais de um mês de uma menina, além da apresentação do grupo das Ciclobailarinas, isso tudo do outro lado da rua, na Faculdade de Dança Angel Vianna.
Cheguei lá e a cicloturista era a Ana Luísa, que eu tinha conhecido 3 dias antes na Bicicletada.

Quantas coincidencias.

A Ana fez um lindo relato da viagem que fez de Belo Horizonte até Brasília, ao longo de 1 mês e 20 dias, sozinha, em estradas de terra, ermas, inspirada pelo livro Grande Sertão: Veredas, do Guimarães Rosa.
Apaixonada pelo livro, ela decidiu cruzar de bicicleta as rotas e cenários reais presentes no livro, narrados pelo personagem Riobaldo.
E além disso, nas palavras dela, embarcar num universo ficcional porém real que é uma viagem dessa.

Não quero falar muito mais. Então segue o blog dela, onde ela está construindo um relato escrito e fotográfico dessa viagem inspiradora.

http://viagemgrandesertao.blogspot.com/

Além disso, acabei de receber pela lista da Bicicletada do Rio um breve e emocionante relato de um encontro casual entre dois ciclistas, numa estrada, que confesso ter me arrancado umas lágrimas tímidas aqui.

http://pedalativo.blogspot.com/2011/08/uma-bicicleta-uma-meta-e-muita.html

 

No mais, amanhã, quarta-feira, dia 31, teremos o 1º round de uma batalha importante: BICICLETADA VS Barcas SA
Vai ser uma bicicletada excepcional, em que iremos até o terminal da Barcas para exigir o fim da cobrança abusiva de R$ 4,70 pelo transporte das magrelas.

Concentração às 20h na Cinelândia, em frente ao Odeon. De lá seguimos até o terminal na Praça XV.

beijos!

 

 

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Ordem dos Músicos do Brasil censura músicos

Hoje foi uma sexta-feira deliciosa. Acordei quase uma da tarde, comi yakisoba podreira com a Duda, tiramos uma sonequinha logo depois (é, a gente dorme muito), depois fui pra Bicicletada, que foi ótima, debaixo de uma chuva rala bem agradável!

Mas não é sobre a Bicicletada que vou falar nesse post.

Passei em casa depois da pedalada, comi algo, e fui encontrar um amigão num bar aqui perto. Não o via já fazia um tempão. Fui lá pra trocarmos uma idéia, e ele estava com mais dois amigos.

Eu tinha ficado sabendo que no mês de julho eles participaram do circuito do Festival de Inverno do SESC (ou qualquer coisa assim), fazendo parte de uma performance. A idéia do trabalho era a realização de pinturas e músicas ao vivo acompanhando poesias que eram recitadas, e junto alguns vídeos eram projetados. Não sei maiores detalhes, mas era algo por aí.

Eles enviaram para a organização do SESC um rider de equipamentos que seriam necessários, principalmente por causa da parte musical. Bateria, amplificadores, microfones, mixer. O básico.
Entretanto, receberam como resposta do SESC a seguinte exigência: apresentar documento que comprovasse que os 3 músicos participantes tinham a anuidade da Ordem dos Músicos do Brasil – OMB – paga em dia. A resposta do grupo foi: a gente não tem isso, nunca pagou, e não vai pagar agora só pra isso.
Acontece que a regulamentação da profissão “Músico” feita pela OMB dá à Ordem o direito jurídico de impedir que eles façam apresentações musicais se não tiverem pago o valor da associação. Não apenas isso! A performance não poderia ter qualquer referência a nenhuma música ou mesmo qualquer elemento musica. Estavam vetados: ritmo, melodia, harmonia, instrumentos musicais e samples de música, sob o risco de serem eles e o SESC processados caso desobedecessem as normas da OMB.

Com muita criatividade, eles contornaram a situação criando uma paisagem sonora com ruídos sampleados, inspirados nas poesias que seriam recitadas. Nada que se referisse a harmonia, melodia, sem instrumentos musicais.

Processos históricos levaram à necessidade da criação de sindicatos e das “Ordens” de certas profissões. Não faço idéia de qual foi o processo que levou à criação da Ordem dos Músicos do Brasil, mas consigo imaginar alguns muito legítimos: regulamentação dos salários, horários de trabalho, proteger os músicos dos abusos de produtores e organizadores e eventos, garantir certos direitos trabalhistas básicos para uma classe profissional que, na maioria dos casos, trabalha como freelance. Enfim, sei lá como ou quando a OMB especificamente foi criada, nem mesmo porque, mas imagino algo parecido com isso.

Mas o processo que leva a absurdos como esse que meus amigos sofreram é na maioria das vezes o mesmo em diversas entidades representativas de uma classe: a burocratização, dos sindicatos pelegos que movimentam altas cifras mas pouco fazem pela sua classe (sei de um sindicato que se recusa a pagar aposentadoria à minha avó) a uma Ordem dos Músicos que nada mais faz além de censurar a existencia da música.
Se o sindicato é, em teoria, uma via de luta por direitos trabalhistas, acaba muitas vezes se tornando uma forma do indivíduo que exerce uma profissão delegar do seu poder de decisão sobre sua própria atividade. As entidades ficam nas mãos de uns poucos indivíduos que, afastados da realidade e das condições do que seria sua própria profissão, usam da instituição e sua estrutura representativa para criar uma máquina burocrática geradora de dinheiro, e que na prática só atrapalha as reivindicações e lutas da classe.

Toda estrutura institucionalizada, organizada de maneira vertical e representativa, leva a abusos, corrupções e burocracias extremas, sejam sindicatos, sejam governos.
Por outro lado, formas de organização horizontais, autonomas e autogestionárias dão aos indivíduos a possibilidade de construir organicamente as diversas esferas de sua vida,  e gerar lutas reais por reivindicações reais.

Já imaginou se no mesmo evento uma Ordem dos Poetas do Brasil impedisse o recital de poesias, e a Ordem dos Pintores do Brasil censurasse a pintura ao vivo na performance? E se a Ordem dos Produtores Culturais do Brasil começasse a embargar eventos porque seus organizadores não estão com suas mensalidades em dia e carteirinhas devidamente atualizadas?

No mais, procurei a legislação referente às atribuições dadas à OMB, e descobri que a lei que dá esse aparato de censura à Ordem data de 1960! É uma lei aterior inclusive aos aparatos de censura da ditadura militar, e que durante esse período deve ter sido muito útil para embargar eventos culturais, artísticos e políticos, sob o pretexto de estarem em desacordo com a ordem (como se na ditadura eles precisassem disso…)

Lei nº 3.857 de 1960

Art. 16 – Os músicos só poderão exercer a profissão depois de regularmente registrados no órgão competente do Ministério da Educação e Cultura e no Conselho Regional dos Músicos sob cuja jurisdição estiver compreendido o local de sua atividade.

Art. 18 – Todo aquele que, mediante anúncios, cartazes, placas, cartões comerciais ou quaisquer outros meios de propaganda se propuser ao exercício da profissão de músico, em qualquer de seus gêneros e especialidades, fica sujeito às penalidades aplicáveis ao exercício ilegal da profissão, se não estiver devidamente registrado.

Art. 19 – As penas disciplinares aplicáveis são as seguintes:

a) advertência;
b) censura;
c) multa:

Retirado do site da própria OMB – Lei 3857 de 1960 (site da OMB)

Aproveito essa reflexão nesse dia de Bicicletada para divulgar um texto que acabei de ler, sobre a Massa Crítica de Berkeley (USA) e sua forma de organização, em oposição à Bike Party da mesma cidade. Em inglês!

Critical Mass vs. Bike Party

MACARROZ (ou uma refeição saudável, barata e preguiçosa)

Hoje eu tinha que fazer comida, e estava com preguiça.
E faz um tempo que vinha pensando em como desenvolver formas mais nutritivas, baratas e práticas de comer durante uma cicloviagem, especialmente ser for uma viagem solitária, onde a comida tem que ser feita em quantidades bastante reduzidas.

E por refeição nutritiva, eu digo ARROZ E FEIJÃO (ou variações disso). Isso porque o resto da refeição nutritiva -legumes, folhas, etc – é mais fácil de fazer em pequena quantidade. Mas e ARROZ E FEIJÃO??!
E pequena quantidade eu quero dizer: uma única refeição. Um prato. Acabou o dia de pedalada, faz, come, e não sobra nada pra guardar pra levar no dia seguinte, porque vai estragar e vai ser peso.

Então, somando todos esses fatores, resolvi testar uma forma de fazer arroz que muit@s já usam, mas que para muit@s outr@s é uma heresia contra forma “tradicional” de cozinhar o cereal.

Funciona assim:
ferva umas 2 xícaras de água (creio que serão suficientes, e se for acabando, é só colocar mais). quando estiver borbulhando, coloca azeite e sal a gosto. aí despeja o arroz dentro. 4 colheres de sobremesa são suficientes para um ciclista de fome moderada. ah, detalhe importante: fiz o teste com arroz integral. logicamente deve funcionar com o branco.
deixa no fogo. quando o arroz estiver cozido, desliga, e escorre (é, escorre, com um coador, igualsinho você faz com macarrão. até ficar sequinho).

pronto, você tem uma refeição de arroz feita de maneira ridiculamente fácil, suja quase nada, não precisa guardar nada. é tão fácil quando um miojo (só demora mais). perfeito para fazer num acampamento de beira de estrada numa viagem de bike, não?

E quanto ao feijão? Bom, nosso tradicional feijão preto (e seus primos) demoram muito mais que o arroz pra cozinhar. A alternativa de leguminosa extremamente nutritiva e saborosa pra complementar isso é a lentilha. Mistura os dois, em proporção mais ou menos de 2 de arroz pra 1 de lentilha (ou mais ou menos, depende do seu gosto). e taca no fogo. Eles cozinham praticamente no mesmo tempo. E você tem a combinação cereal + leguminosa, que é uma das principais bases proteicas da dieta vegetariana, e também da dieta brasileira e de outros lugares do mundo.

E aí você corta uma cebola em rodelas, passa na farinha, frita, e… bem, morra de saudades do árabe do largo do machado, jogado em algum canto de estrada no mundo.

bom apetite.

divulgando alguns eventos importantes…

Nessa quinta vai rolar o cineclube organizado pela galera da bicicletada de Niterói, no qual vai ser exibido o doc. Sociedade do Automóvel, seguido de debate:

Niterói Como Vamos promove exibição do filme “SOCIEDADE DO AUTOMÓVEL” (entrada franca) e convida voluntários à participar do novo subgt (sub-grupo de trabalho) sobre Bicicleta e mobilidade urbana.

A exibição será na próxima quinta-feira, 18 de agosto às 19h30, na Rua Cel. Tamarindo, 61 – Gragoatá, Centro, Niterói/RJ. E será seguida de debate, onde os integrantes do NCV convidarão os interessados no assunto a participarem do novo grupo de trabalho e articulação.

Venha participar, por uma NITERÓI AMIGA DAS BICICLETAS!

Link do evento no Facebook

No sábado, dia 20, rola a festa de aniversário de 7 anos da Ocupação Chiquinha Gonzaga!

A Já tradicional festa Anual da Ocupação. Convidamos @ tod@s para comemorar 7 anos da nossa luta.
Uma luta feita através de mobilização popular, horizontalidade e autogestão!
Tod@s serão bem vindos, lembrando que pedimos uma comida ou uma bebida para compartilhar entre tod@s.

Esperamos a presença de tod@s as pessoas que fizeram parte desta vitória, assim como daquelas que desejem conhecer o espaço da Ocupação.

Ocupar, Resistir, Lutar pra garantir!!!

Link do evento no Facebook

No dia 7 de setembro, em oposição à farsa da independência, e em complementação ao já tradicional Grito dxs Excluídxs, vai rolar um evento no Espaço Outro, em Vila Isabel.

Eu participarei fazendo uma oficina de manutenção básica de bicicletas! Recomendo ir pedalando!
Além das maravilhosas apresentações de Anarcofunk, Operação 81, Corisco, Anarcóticos, entre outros.

O Evento foi pensando com objetivo de servir como um espaço de convergência e troca de idéias.

CONVERSA: Práticas e propostas para uma vida coletiva Anti Estado a Anti Capital. É Possível?

Almoço Vegan

Pista 1:

-A de Negação
– AnarcoFunk ( http://www.myspace.com/ana​rcofunk )
-Anarcóticos
-Corisco ( http://www.myspace.com/ban​dacorisco )
-Fluxo Inverso ( http://www.myspace.com/flu​xoinverso )
– Na sala do Sino ( http://www.myspace.com/nas​aladosino )
– Operação 81 ( http://www.myspace.com/ope​racao81 )
– Us Neguin Q Não C Kala ( http://www.myspace.com/usn​eguinqnaockala )

Pista 2:

– Performance
– Oficinas
– Projeção de vídeos
– Teatro
(Inscreva a sua performance, ou vídeo ou oficina, pelo Perfil do AnarcoFunk ou por mail: anarcofunk@gmail.com )

Entrada: Contribuição espontânea – Toda grana arrecadada no evento será revertido para o AnarcoFunk sound system, uma caixa móvel para a gente fazer mais barulho na rua ainda.

Link do evento no Facebook

Bicicletada Jardinária de Niterói

ontem passei o dia inteiro pedalando. e foi um dos dias mais fodas que tive nos últimos tempos.

saí de casa 6h, e fui encontrar o Marcos Nicolaiewsky e o Renato, para um passeio-treino. partimos do ponto de encontro de botafogo, e seguimos por R. Alice, Julio Otoni, Almirante Alexandrino, Sumaré, até sairmos no Alto da Boa Vista, e descemos pela Vista Chinesa. ótimo passeio, com direito a ataque de mosquitos, lagarto atropelado e macaco prego esperto pidão de comida.

e então voltei pra casa, tomei um banho rápido, larguei a velha speed e peguei a mtb que estou recauchutando, e me mandei pra Niterói, onte aconteceria a 1ª Bicletada Jardinária. a proposta: fazer uma bicicletada, parando em vários pontos para plantar mudas de plantas frutíferas, ornamentais e algumas espécies ameaçadas de extinção.

antes da bicicletada, dei um pulo na Amazonas Bike pra comprar uma buzina infernal pra minha mãe e um canote pra minha bici.

então parei na praça na frente das barcas, meio sem saber se ia rolar mesmo. vi um cara parado com uma bicicleta, e imaginei que fosse o começo da concentração, mas estava meio tímido e esperei aparecer mais gente pra ter certeza. confesso que rolou uma suspeita de que ia miar. estava marcado pras 14h. lá pelas 14:30 éramos 5 pessoas lá, e algumas mudas de plantas. então chegou um grupo de uns 6 ou 7 ciclistas que estavam vindo de algum passeio no Rio, e esticaram pra Niterói, pra participar da bicicletada. entre eles estava o Rômulo, que participou da última bicicletada aqui e tinha enviado recentemente pra lista um e-mail falando sobre seu plano de fazer em breve sua primeira viagem de bicicleta, e trocamos um papo sobre isso. também havia duas senhoras gêmeas com bicicletas totalmente idênticas, inclusive todos os apetrechos e luzes. era uma informação visual um tanto curiosa!

a concentração foi inflando, e quando iniciamos a pedalada, lá pelas 15:20 (imagino que fosse por aí), a Bicicletada tinha uns 22 participantes. De início eu não conhecia ninguém, mas nos primeiros metros de pedalada chegou uma amiga que não esperava ver por lá. E também não demorou muito para que eu começasse a trocar umas idéias com o pessoal de lá. Fomos no sentido Cantareira, e alguns metros depois da saída, já fizemos a primeira parada, para transpor uma muda (não sei do que era), para um dos buracos previamente cavados num canteiro central da rua. aproveitei e comecei a distribuir pelo solo as sementes de abóbora orgânica que eu trazia comigo. dizem que abóbora cresce muito fácil, nasce até no lixo. então espalhei essas sementes por todo o percurso! se tudo der certo, em alguns meses o centro de niterói vai estar cheio de abóboras! a bicicletada continuou, deu a volta na praça da Cantareira, paramos lá para plantar mais algumas mudas, e seguimos em direção a Icaraí.

O clima da pedalada estava ótimo. A galera de lá me pareceu um grupo bastante coeso, um grupo de amigos que vem organizando a bicicletada e uma série de outras atividades ligadas tanto à mobilidade quanto a outras coisas. As mudas, por exemplo, vinham em parte de um projeto ambiental da uff, e outras haviam sido plantadas em casa mesmo, pelo pessoal.

Seguimos até Icaraí, percorrendo a orla da praia. Estavamos todxs cantando e gritando um bocado, e havia um megafone pra dar uma ajuda. No meio do percurso da praia um imbecil em seu carro muito veloz passou gritando “Vou fazer que nem o cara de Porto Alegre”. Vontade de passar com um tanque de guerra por cima do carro dele, tipo o prefeito lá da cidade da Lituânia.

Saímos de Icaraí, sempre parando para plantar as mudas e sementes de abóbora, e entramos numa rua estreita (e mais estreita ainda por causa dos carros, estacionados em ambos os lados!) e chique de Niterói. Era tipo uma Visconde de Pirajá, em Ipanema: lojas chiques e caras, vitrines cheias de luzes, galera super bem vestida e maquiada, carros importados. Como a rua era bem estreita, os gritos da bicicletada ecoavam muito (tipo a nossa saída pela Santa Luzia, aqui no Rio). Essa parte foi bem divertida. A rua estava muito cheia de “gente feliz” fazendo compras nos seus carros confortáveis e almoçando em restaurantes bacanas. A passagem da massa crítica causou um impacto bem interessante. Todxs olhavam meio “que legal” e meio “que porra é essa? bando de maluco!”. Como a rua era muito estreita, ditamos a velocidade por algum tempo. Nós SOMOS o trânsito. Plantamos as últimas mudas do percurso no jardim de um banco que estava fechado.

De lá voltamos para a orla, e paramos na praça do obelisco, onde, pelo que entendi, a bicicletada de Niterói costuma terminar. Aí rolou uma breve conversa de avaliação e para definir os próximos passos e atividades.

E aí ficam algumas informações importantes:
– nessa quinta-feira, dia 18, vai rolar o segundo cine-bici lá! A sessão é as 19:30, e vai passar o documentário Sociedade do Automóvel. na sequência vai rolar o debate. A sessão vai ser no espaço da ONG Niterói como vamos?, que fica na Cel. Tamarindo (acho que é isso, não tenho certeza). A Julia ficou de me passar um e-mail com as informações mais precisas

– o pessoal de Niterói está agilizando um ato nas barcas, no dia 31 desse mês, para exigir o cumprimento da liminar que proíbe a cobrança da taxa extra sobre as bicicletas! Elxs conseguiram apoio jurídico de uma advogada que vai estudar o caso, para ter certeza de que a cobrança realmente está em situação ilegal, e então chegar nas barcas com um grande grupo de ciclistas e exigir a passagem sem a cobrança da taxa! seria muito foda se nós, da bicicletada do Rio, conseguíssemos nos juntar a esse ato, e fazer a mesma coisa, na mesma hora, do lado de cá das barcas! Devo receber do pessoal de lá notícias sobre as questões do apoio jurídico, e podemos nós aqui pensar em uma reunião para agilizarmos isso!

– a bicicletada de Niterói não tem data fixa, mas todxs ficaram bastante felizes com essa Jardinada Bicicletária, e rola a proposta de realiza-la com certa periodicidade, tipo a cada 2 meses, e terminar a pedalada com um pic-nic!

Depois dessa ótima pedalada, fiquei por lá com a galera. Fomos pra casa da Thaís fazer um rango: pão com salada e um molho de beringela bem apimentado!
Foi um primeiro contato muito foda com essa galera da bicicletada de lá, me senti muito bem recebido, e quinta-feira farei o possível pra aparecer no cineclube!

Quanto a nós daqui do Rio, temos que estreitar esses laços, e planejar mais atividades conjuntas!!

Segue abaixo o cartaz dessa bicicletada, que eu achei muito lindo. Quem fez?!

Até a próxima. UM CARRO A MENOS.